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Professor Lin Ch'ung-an: Teoria e Prática da Meditação Chan, Aula 5: Observando a Originação Dependente

Após cultivar a calma (samatha), observa-se o surgimento e a cessação da originação dependente. Só quando calma e insight (vipassanā) são cultivados juntos o sofrimento pode chegar ao fim.

Teoria e Prática da Meditação Chan, Aula 5

Observando a Originação Dependente

Pontos-Chave: Após cultivar a calma (samatha), observa-se o surgimento e a cessação da originação dependente. Só quando calma e insight (vipassanā) são cultivados juntos o sofrimento pode chegar ao fim.

Base Escriturística: Sūtra 283 do Saṃyukta Āgama.

(01) Assim ouvi. Numa ocasião, o Buda permanecia no Bosque de Jeta, no Parque de Anāthapiṇḍika, nas proximidades de Śrāvastī.

(2a) Naquele tempo, o Abençoado dirigiu-se aos monges: "Quando alguém se deleita e se apega a fenômenos presos a grilhões — dando origem ao apego, à fixação e à servidão mental —, então surge o desejo. Do desejo como condição, o apego; do apego como condição, a existência; da existência como condição, o nascimento; do nascimento como condição, o envelhecimento, a doença, a morte, a tristeza, o lamento, a dor e a angústia. E assim toda essa massa de sofrimento vem a ser.

(2b) É como plantar uma árvore. No começo, ela é pequena e tenra. Cuida-se dela, protege-se, enriquece-se a terra ao redor com fertilizante, rega-se na estação certa e acompanha-se seu crescimento no frio e no calor. Por meio dessas causas e condições, a árvore cresce e floresce.

(2c) Monges, da mesma forma, quando se nutrem fenômenos presos a grilhões com apego, surgem afeição e amor. Do desejo como condição, o apego; do apego como condição, a existência; da existência como condição, o nascimento; do nascimento como condição, o envelhecimento, a doença, a morte, a tristeza, o lamento, a dor e a angústia. E assim toda essa massa de sofrimento vem a ser.

(3a) Mas quando alguém se volta para os fenômenos presos a grilhões com a contemplação da impermanência, e permanece nas contemplações do surgimento e da cessação, do desapego, da cessação e do deixar ir — sem dar origem a fixações, com a mente liberta e desapegada —, então o desejo cessa. Com a cessação do desejo, cessa o apego; com a cessação do apego, cessa a existência; com a cessação da existência, cessa o nascimento; com a cessação do nascimento, cessam o envelhecimento, a doença, a morte, a tristeza, o lamento, a dor e a angústia. E assim toda essa massa de sofrimento chega ao fim.

(3b) É como uma árvore pequena e tenra. Se ninguém cuida dela, a protege, enriquece a terra, a rega na estação certa ou a abriga do frio e do calor, ela não crescerá. E se alguém então cortar suas raízes, decepar seus galhos, cortá-la em seções, rachá-la em pedaços, deixá-la ao vento, chamuscá-la ao sol, queimá-la no fogo, reduzi-la a cinzas, espalhar as cinzas ao vento ou lançá-las em água corrente —

(3c) "Monges, o que vocês acham? Não é por cortar suas raízes e queimá-la que a árvore fica totalmente destruída, de modo que no futuro jamais poderá voltar a existir?"

(3d) "Sim, Abençoado."

(3e) "Da mesma forma, monges, quando alguém se volta para os fenômenos presos a grilhões com a contemplação da impermanência, e permanece nas contemplações do surgimento e da cessação, do desapego, da cessação e do deixar ir — sem dar origem a fixações, com a mente liberta e desapegada —, então o desejo cessa. Com a cessação do desejo, cessa o apego; com a cessação do apego, cessa a existência; com a cessação da existência, cessa o nascimento; com a cessação do nascimento, cessam o envelhecimento, a doença, a morte, a tristeza, o lamento, a dor e a angústia. E assim toda essa massa de sofrimento chega ao fim."

(04) Quando o Buda terminou de falar, os monges se alegraram com suas palavras e as colocaram em prática.

Explicação do Significado do Sutta

(1) O Ciclo do Devir (Saṃsāra)

  1. Trata-se de pessoas de pouca sabedoria que, na vida presente, criam "novo karma" — como uma pequena muda de sofrimento.

  2. Em condições que dão origem a impurezas (āsrava), essas pessoas sem sabedoria alimentam-se do "sabor do desejo" no presente, apegam-se profundamente ao passado e fixam suas mentes em estados futuros.

  3. Permanecendo assim, toda a ganância e todo o desejo que ainda não cortaram se fortalecem pela repetição.

  4. Uma pessoa assim quer que essa "pequena muda do futuro" floresça ainda mais, regando-a sem cessar com a "água do desejo" para que produza o fruto da existência futura, pouco a pouco, até atingir a plena maturidade.

(2) A Cessação do Ciclo

  1. O caso é diferente para um nobre discípulo instruído. Mesmo que tenha plantado a "pequena muda" do karma que amadurecerá no devir futuro, ele observa, sem confusão, a natureza de surgimento-e-cessação de todas as formações que alimentam as aflições. Observa, sem confusão, que o estado de cessação, de ausência de desejo e de Nirvāṇa é, em si mesmo, pacífico. Então enfraquece aquele karma, impede-o de crescer e deixa a "água do desejo" escoar.

  2. Os sábios, portanto, não querem nutrir essa "pequena muda do futuro." Cortam o desejo pela raiz e, com ele, toda a cadeia a partir do desejo. Destroem a muda de forma tão completa que não resta nenhum traço — quanto mais a deixariam crescer de novo!