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Mulheres que Desejam Tornar-se Nobres Devem Recitar Diligentemente o Nome do Buda

Conta-se uma história bem conhecida dos tempos do Buda. Quando o Buda ainda estava no mundo, o Rei Prasenajit tinha uma consorte chamada Senhora Molili — talvez você já tenha ouvido falar dela. Mais tarde, ela se tornou uma das grandes p...

Conta-se uma história bem conhecida dos tempos do Buda. Quando o Buda ainda estava no mundo, o Rei Prasenajit tinha uma consorte chamada Senhora Molili — talvez você já tenha ouvido falar dela. Mais tarde, ela se tornou uma das grandes protetoras do budismo.

Mas nem sempre estivera nessa posição. Originalmente, era uma humilde serva que cuidava de um jardim chamado Jardim de Jasmim. Certo dia, enquanto trabalhava lá, viu o Buda entrando na grande cidade de Shravasti para pedir esmolas. Cativada por seus traços radiantes e presença luminosa, sentiu uma onda de fé e alegria. Fez oferendas com absoluta sinceridade e, em seguida, formulou um voto: libertar-se de sua condição inferior de serva e tornar-se consorte de um rei.

Ela havia sentido o peso do desprezo, e esse sentimento aprofundou sua determinação. Pouco depois, surgiu uma oportunidade. O Rei Prasenajit havia liderado uma caçada e, no caminho de volta, estava com sede e cansado, então entrou no jardim. Quando a serva Molili viu o rei chegar, foi extraordinariamente atenciosa — preparou-lhe um lugar para descansar, trouxe depressa água e refrescos.

Depois convidou-o a deitar-se e deu-lhe uma massagem, fazendo tudo com um cuidado tão requintado que o rei ficou profundamente satisfeito. Achou-a notavelmente esperta. Havia mais, porém: a Senhora Molili havia sido originalmente chamada de "Cabeça Amarela" — um nome rústico para uma criada de cabelos amarelados — e não era considerada atraente.

Mas, depois de ver os traços radiantes do Buda e sentir aquela onda de alegria, começou a recordar as virtudes do Buda, e aos poucos sua aparência se suavizou e se tornou mais agradável. Junto com sua atenção, isso conquistou o favor do rei, que a levou para o palácio. O nome "Senhora Molili" pegou porque ela era a senhora do Jardim de Jasmim — e, com o tempo, ele de fato a fez rainha.

Foi assim que, numa única vida, ela transformou sua condição humilde na de rainha. Qualquer mulher que deseje mudar suas circunstâncias e tornar-se nobre deve recitar diligentemente o nome do Buda e visualizar os traços radiantes e a presença luminosa de Amitába. Não apenas você renascerá numa família nobre no futuro, mas pode transformar sua condição humilde já nesta vida. A condição humilde nasce do próprio caráter e das forças cármicas de cada um.

Isso se liga ao que mencionamos antes sobre aquele voto relativo às deficiências nos seis órgãos dos sentidos. "Feia" aqui significa ter uma aparência pouco atraente. Quando ouvimos e cremos no nome de Amitába e o recitamos, nossa aparência pode tornar-se agradável. É um ponto que muita gente deixa passar, mas está ali, no próprio significado. Todo mundo quer uma aparência digna — especialmente as mulheres. Para quê tanta maquiagem? É simplesmente o desejo de ser bela, de atrair uns olhares a mais, de ter uma alta "taxa de cabeças viradas". Isso faz uma mulher sentir-se orgulhosa. "Quantas pessoas estão se virando para me olhar!" Mas, se ninguém lhe dirige um olhar, ela se sente murcha. Na psicologia feminina, quando um homem passa, ela pode fingir irritação por fora, mas, assim que ele se vai, lamenta por dentro — por que ele foi embora? Por que não ficou um pouco mais? Sim, as mulheres gostam desse tipo de atenção. No fundo, querem que os outros as notem.

Mas, se você quer ser notada e sua aparência é áspera demais, as pessoas dão uma olhada e não ousam olhar de novo. Não dá certo. A maquiagem não resolve de verdade. Pelo contrário, muitas vezes até atrapalha: camada demais de maquiagem e a pele fica mais áspera; um pouco de suor e o rosto pintado vira uma mancha borrada. Mal se pode chamar de melhoria.

O caminho para se tornar radiante vem de dentro — pela recitação do nome do Buda e pela visualização do Buda. Seus traços passarão a se assemelhar aos do Buda, brilhando de dentro para fora. Uma mulher que, sem maquiagem, irradia frescor e luz — essa é a verdadeira beleza. É assim que uma aparência pouco atraente pode ser transformada.

Já vimos isso não só em mulheres, mas também em homens: quando os praticantes entram de verdade na recitação do nome do Buda, sua aparência se torna mais digna. Se, depois de anos de prática, alguém ainda tem um ar feroz, ainda parece macilento, ainda passa a impressão de algum marginal — então a recitação não está criando raízes. Depois de alguns anos, as pessoas deveriam olhar para eles com outros olhos: "Como você mudou tanto!" Com mérito e virtude, a transformação vem com certeza.